
Rio Brilhante (MS) – O empresário e jornalista Patrese Marengo Rios, que recentemente fez graves acusações contra o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro, alegando suposto envolvimento com propina, já foi condenado pela Justiça de Mato Grosso do Sul por uso de diploma falso para ocupar cargo público.
A condenação, que tramita sob o número 0900104-53.2023.8.12.0023, refere-se ao período em que Patrese exerceu o cargo de assessor técnico na Fundação de Cultura, Esporte e Lazer de Rio Brilhante (Funcerb), entre 2013 e 2016, durante a gestão do ex-prefeito Sidney Foroni (MDB). Segundo o Ministério Público Estadual (MPMS), ele utilizou um certificado falsificado de conclusão do ensino médio, exigência mínima para o cargo.
Falsificação e Contradições
A promotora de Justiça Rosalina Cruz Cavagnolli apontou diversas inconsistências nos documentos apresentados por Patrese, incluindo um comprovante de pagamento com data incompleta – “05/jan/201” – o que dificultava a verificação de autenticidade. A Caixa Econômica Federal informou que o depósito só foi feito em janeiro de 2011, um ano após a suposta conclusão do curso.
De acordo com o MP, Patrese declarou ter cursado o ensino médio à distância entre maio e dezembro de 2009, pagando R$ 1.500 divididos em seis parcelas. A divergência entre as datas do curso e do pagamento levou o Ministério Público a concluir que o diploma era falso.
“Ficou evidente que o requerido tinha plena ciência de que estava adquirindo um diploma de ensino médio falso e, dolosamente, utilizou o documento para atestar a condição exigida para ocupar o cargo de assessor técnico durante quatro anos”, afirmou a promotora.
Acusações Contra Prefeito de Ivinhema
Mesmo com histórico de condenação por falsificação, Patrese passou a circular recentemente como autor de acusações graves contra o atual prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro. As alegações, sem provas ou fundamentos concretos até o momento, foram vistas por aliados do prefeito como uma tentativa de desviar o foco de seus próprios problemas judiciais.
Consequências Legais
Pela falsificação do diploma, Patrese Marengo Rios foi condenado a 2 anos e 6 meses de reclusão, pena que pode ser convertida em medidas alternativas, conforme decisão judicial. Além disso, ele também está sujeito à suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público.
A sentença ainda cabe recurso, mas o histórico judicial do empresário levanta questionamentos sobre a credibilidade de suas recentes declarações públicas.